
Todos nós já ouvimos a frase: você é o que come. E ela se refere aos hábitos alimentares, e que ganhos e perdas estes hábitos podem trazer para o seu envelhecimento. Na nossa era fast food, cada vez mais são evidenciados os riscos e doenças que uma alimentação carregada de gorduras, sódio, açúcar, carboidratos e outras substâncias químicas (corantes, aromatizantes, espessantes, ...) podem trazer de prejuízos a nossa saúde. Envelhecer com qualidade de vida, agora é o objetivo da moda. Ser um vovô gatão ou vovó gatinha, esbanjando saúde, força e vitalidade e competindo com os mais jovens é o que todos desejamos.
E na contramão, todos os meios de comunicação começaram a pregar uma alimentação mais saudável, dando prioridade a alimentos orgânicos (que só dá pra quem tem dinheiro, visto que o preço de um vegetal orgânico às vezes é 3 a 5 x maior que os comuns), ou pelo menos frescos e naturais. Algumas escolas, já ensinam a próxima geração a se cuidar melhor, com programas de incentivo a hortas caseiras e proibindo a venda de produtos com altos teores de sódio, açúcar e gordura trans nas cantinas. Isto já é um eficiente passo na educação de nossas crianças.
Mas, ninguém nunca pensou na frase: você é o que consome. E o que consome? No caso que falo é de medicamentos. Você realmente sabe porque ingere eles?
Eles estão presentes em nossas vidas, mesmo antes de sairmos do útero (o monte de vitaminas e minerais que nossas mães tomam para garantir um desenvolvimento saudável), e compartilhamos toda a nossa história de vida com eles. Alguns mais, outros menos, mas eles estão quase sempre presentes.
E, será que realmente conhecemos os cuidados e os efeitos potenciais deles? Ou tratamos os medicamentos como um “convidado indesejado”. Você tem de “engolir”, estar com ele, mas não deseja a sua presença. Ou como um “apoio” sentimental (visto o aumento do número de hipocondríacos). Mas, será que todos os medicamentos são tão ruins como parecem? Ou alguns são tão inofensivos como são tratados?
Existem uma classificação de medicamentos chamados “OTC” ou venda livre, que a maioria das pessoas acha inofensivos. Como eles são vendidos muitas vezes fora do balcão da farmácia e não necessitam de receita para serem comprados, é o maior alvo do abuso dos consumidores. Eles são sempre vendidos em doses para 24 h no máximo, mas o mais comum são as pessoas comprando cartelas e cartelas pra fazer à temível “farmacinha caseira”. E deles abusando, sempre que sentem alguma dor ou desconforto, sem consultar um médico ou farmacêutico. O maior problema do uso abusivo destes medicamentos, é que fora mascarar sintomas de algumas doenças mais graves (ex: no infarto de parede posterior, você sente uma forte dor nas costas. Vários pacientes que enfartaram assim relatam que pensaram ser uma lombalgia qualquer, e antes de procurar atendimento médico consumiram de analgésicos a antiinflamatórios mais fortes, tentando minimizar a dor) alguns desses medicamentos em doses maiores, servem para tratar outros problemas e doenças, e aí você pode começar a botar em risco a sua própria saúde.
Alguns medicamentos, como um simples AAS de 100mgrs, usado para tratar febre e dores em crianças, pode ser um grande aliado a pacientes com distúrbios cardíacos e circulatórios. Em doses até 375 mgr para adultos ele tem um poder de “afinar” o sangue, permitindo o melhor fluxo do mesmo no organismo. Em doses maiores, de 500 mgrs o mesmo é analgésico. Então, um simples e usual medicamento que dependendo da dose, pode fazer vários efeitos diferentes. E é aí que mora o perigo. Se o paciente já toma algum outro anticoagulante ou faz uso de alimentos que contenham esta função também (os ricos em vit. K), pode ocorrer uma hemorragia pelo abuso do mesmo.
E ainda existe aquele ditado: “Se bem não faz, mal também não vai fazer”, outro crime. Ou, “É natural, não faz mal”, muito associado a chás, garrafadas e medicamentos fitoterápicos. Pior que os problemas das interações medicamentosas que podem ocorrer no consumo e até na fabricação destes materiais (principalmente nas garrafadas que curam tudo), temos o fator da confiabilidade. Será que as plantas descritas nas embalagens (quando têm) são elas mesmas? E a concentração, são aquelas? Quem estudou botânica sabe que existem partes específicas das plantas para confeccionarem determinados medicamentos. Mas, quem apenas vende não sabe, e muitas vezes quem apenas consome sabe menos ainda.
A educação para a saúde, que é uma prática pouco utilizada no cotidiano brasileiro, auxiliaria a criar um maior senso crítico em relação aos medicamentos e outros assuntos ligados a saúde. Já vi pessoas falando: Quem tem de se preocupar com a saúde são os médicos !!! (Santa ignorância!!!). Nos dias atuais, com o livre acesso a internet (que educa e deseduca, criando confusão na cabeça de algumas pessoas) e um grande número de pessoas que tem acesso a ela (ainda faltam muitas, eu sei), ninguém pode falar que o estudo e os conhecimentos de saúde são algo para poucos. Se você procurar, todo dia tem informação e “desinformação” nova rolando na rede. O problema depois é saber se o site e texto são fidedignos ou é mais uma loucura da net.
Então, conhecer, perguntar, questionar os medicamentos que consumimos faz parte dos cuidados com a nossa saúde. Pensar 2 ou 10 vezes antes de ir atrás da farmácia caseira ao sentir um desconforto ou uma dor recorrente, pode salvar a sua vida e de sua família.
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