terça-feira, 18 de agosto de 2009

Dê o primeiro passo.

A atenção farmacêutica exige muito pouco para ser colocada em prática. a vontade do empresário em fazer profissional qualificado é um dos fatores mais importantes.

Segue abaixo mais um link da nossa reportagem ao GUIA DA FARMÁCIA sobre a implantação da Atenção Farmacêutica e dos Serviços Farmacêuticos nas drogarias e farmácias comunitárias.

http://www.guiadafarmacia.com.br/edicoes/201/imprime145397.asp

Entrevista do GESEFERJ ao RIOPHARMA

Estamos só felicidade. Segue acima o link da nossa entrevista para a Revista RIOPHARMA onde falamos sobre nossos objetivos, nosso trabalho e as pequenas conquistas que já tivemos nos atualizando, estudando e discutindo assuntos sobre a inclusão da atenção farmacêutica e dos serviços farmacêuticos no cotidiano das drogarias e farmácias comunitárias na cidade.
A entrevista completa está: http://www.crf-rj.org.br/crf/revista/pdf/revista_85.pdf

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O GESEFERJ no Simpósio Internacional de Atenção farmacêutica em Alfenas.




Esta semana, algumas das participantes do GESEFERJ participaram do 01º Simpósio Internacional de atenção farmacêutica realizado na cidade mineira de Alfenas, na parte sul do estado.

Após uma viagem cansativa porém prazeirosa, onde aproveitamos as 9 horas disponíveis para discutir novas ações e definicões para os trabalhos que serão apresentados no Forum de Atenção farmacêutica que será realizada no dia 25/06 na Cidade do Rio de Janeiro pelo CRF-RJ.

Como eramos 6 participantes, nos dividimos entre os palestras e mini cursos, para podermos aprender o máximo possível e prestigiar a todos os palestrantes deste evento.

A organização da Universidade foi perfeita, sendo que a mesma era feita por alunos que demostraram total interação e comprometimento com o sucesso do evento. A todo momento, eramos recepcionados e esclarecidos sobre duvidas relativas ao evento e aos atrativos e serviços disponíveis na cidade para os turistas do Simpósio. Abaixo, segue o relato do nosso primeiro dia de atividades.
Na parte da manhã, fizemos 2 mini cursos e na parte da tarde 4 palestras:


  • Manipulação Clínica de medicamentos: foi apresentado pelos ilustríssimos professores da Universidade Lusófona de Portugal da área de atenção farmacêutica: Dra. Paula Iglesias, Dr. Henrique Santos, Dr. Mauricio Barbosa. Os mesmos apresentaram as novas tecnologias e metódos de trabalho na área, discutiram com a platéias sobre conceitos pré-definidos e responderam a dúvidas surgidas durante a apresentação. Em especial a Dra. Paula, que com o jeito desinibido e meigo encanta e esclarece todas as platéias onde discursa.


  • Farmacovigilância e Atenção Farmacêutica: foi apresentado pela dra.Farm. Hellen Harumi (Hospital das Clínicas - USP). A mesmo apresentou a importância da interação entre a atenção farmacêutica e a farmacovigilância, esclarecendo os termos para os profissionais presentes e como adicionar esta prática a rotina profissional de todos, e principalmente a necessidade da notificação de todos os resultados, principalmente os esperados (e os que menos são relatados) a Vigilância sanitária do municipio dos participantes.


  • A Atenção Farmacêutica no Rio Grande do Sul (Relato de experiências): Foi apresentado pelo espetacular Dr. Mauro Silveira Castro (UFRGS). O mesmo já desenvolve a atenção farmacêutica desde 2005 na cidade de Porto Alegre junto a Universidade Federal do Local, onde é o líder dos ambulatórios de seguimentos em atenção farmacêutica desenvolvidos nesta localidade. Na palestra, ele demonstrou como o projeto é feito, colocou alguns dos problemas mais comuns do projeto e seus resultados e resoluções. Uma das apresentações mais aplaudidas e comentadas do evento.


  • Atenção Farmacêutica em Geriatria: Foi apresentado pela MsC. Luciene Alves Moreira Marques (UNIFAL-MG). A mesma apresentou as principais características fisiológicas e sociais necessárias para atendimento à pacientes geriátricos e como fazer um seguimento farmacoterapêutico do mesmo. A mesma também estava entre as palestras mais concorridas do evento, dado o prestígio da professora na universidade e ao sucesso dos livros publicados pela mesma na área de atendimento a distúrbios menores(dores, febres, resfriados,..) e maiores (diabetes, hipertensão,..) de saúde.


  • Dispensação de medicamentos: Apresentada pelo Dr. Henrique Santos da universidade Lusófona, foi a complementação do Mini curso da manhã(Manipulação Clínica de medicamentos). E mais uma vez, a perfeita atuação ao discursar sobre o tema foi absorvida e aproveitada totalmente pelos integrantes do grupo(geseferj) e dos outros participantes do evento.


  • Evolução da Atenção Farmacêutica no Brasil: Foi apresentada pelo Dr. Leonardo Régis Leira Pereira (USP-RP). O mesmo apresentou a evolução da atenção farmacêutica desde o inicio do mesmo, em 1975 por Mikeal e colaboradores , e as modificações , discursões e adequações necessárias para chegarmos ao modelo de atendimento individualizado e específico para cada tipo de necessidade do paciente que temos disponível nos dias de hoje.

Após as palestras, fomos a parte da apresentação de posteres de trabalhos dos participantes do simposio. As participantes do GESEFERJ que apresentaram seus trabalhos no evento foram:

  • Liziene Aruda e Tânia Lemos: Proposta de Roteiro de entrevista para seguimento farmacoterapêutico e intervenções farmacêuticas não farmacológicas aos pacientes com doença de Alzheimer atendidos no núcleo de atendimento ao idoso da Universidade Estadual do Rio de Janeiro .

  • Deborah Marques, Fernanda Miranda e Vânia Furtado: Proposta de Acompanhamento Farmacoterapêutico para Paciente Portador de Síndrome metabólica e Proposta de Otimização de Ferramentas para o Atendimento Farmacêutico.

As mesmas foram avaliadas pela comissão julgadora do evento, e falaram sobre seus trabalhos e a aplicação do mesmo. No local, havia um grande número de participantes de outros estados, onde também foi possível trocar experiências, dificuldades e estratégias para a implantação da atenção farmacêutica em todas as esferas.

No evento estavam presentes os diretores do Curso de pós graduação Racine de São Paulo, Sérgio Slam e Denise Funchal, que apreciaram o evento e foram os recepcionistas dos professores portugueses no Brasil. Ao verem os nossos trabalhos usados para a obtenção de diploma de pós graduação em Atenção Farmacêutica entre os trabalhos selecionados, ficaram orgulhosos da nossa capacidade em criar e replicar o conhecimento adquirido ao longo do curso de formação.

Terminamos o nosso primeiro dia de estudos com um jantar ao melhor estilo mineiro, em um pequeno porém competente restaurante, Mandiola. A comida e bebida oferecidas, foi muito apreciada por todos e a dedicação e serviço dos donos e funcionários da casa. Fica esta indicação de local para almoço/jantar a todos que forem ou passarem por Alfenas.

No próximo post comentarei o segundo dia do simpósio.

Até lá.




sábado, 18 de abril de 2009

Estilo de vida ou meio de morte?


Esta semana, o programa profissão repórter mostrou um dos problemas de fundo emocional e social que a cada dia faz mais vítimas. Muitas aparecem na tv, pela agressividade dos casos, porém o número é muito maior, e ataca tanto homens e mulheres jovens casos é de mulheres, (mas, a maioria dos a pressão da sociedade é maior sobre elas).
Estamos falando dos transtornos alimentares. No programa, foram abordados apenas 2: a Bulimia, a anorexia e a mostrado uma garota nas últimas 48 hrs antes da cirurgia bariátrica (que é uma agressão, eu morreria gorda mas não faria !!!). As duas, são doenças psiquiátricas (que a maioria dos pais, amigos e pacientes não reconhecem no primeiro momento) e que dependem de muita força de vontade do próprio e apoio dos familiares para que este círculo vicioso seja quebrado.
Para quem não conhece os transtornos são:

* Compulsão alimentar: um desejo incontrolável de comida. Normalmente em adultos, tem fundo emocional e eles acabam compensando alguma carência no prato. O stress da vida cotidiana, a falta de sono, exercício e momentos de lazer, também podem levar um indivíduo a comer em demasia (eu trabalho de noite, e todo mundo que trabalha assim concorda....às vezes dá uma fome na madrugada...!!!!) . Em crianças, pode ter fundo emocional e também pode ser um hábito criado pelos próprios pais (é muito comum ver pais gordos com filhos igualmente). Mães e pais superprotetores e inseguros, podem ver na comida uma alternativa para que seus filhos não fiquem doentes e como aprovação dos seus pais (muitas vezes os mesmos são pressionados por familiares mais velhos, que reclamam que as crianças estão magrinhas, e mal cuidadas). E apartir daí literalmente entopem seus filhos cada vez mais de comida. E as crianças crescem com essa visão distorcida do que é alimentação. Não é a tôa que a cada dia cresce mais o número de crianças com dislipidemias no Brasil e no mundo.

* Bulimia: é caracterizado pelo hábito da pessoa ingerir uma quantidade qualquer de alimento, e após isso é acometida de um sentimento de culpa gigantesco, e da necessidade urgente de se livrar desse "peso". E apartir daí, abusam de laxantes (no programa, eu ví uma menina tomando seis, SEIS!!!!! O comprimido que ela tomou, é um dos mais conhecidos e mais forte do mercado(e é um OTC). Eu, so tomar um deles, sai até o cérebro junto, rs ) ou vômitam quase que automaticamente, em uma tentativa desesperada de controlar a culpa de "engordar". Costuma também ser um passo para a anorexia.

* Anorexia: é o fim do poço. Nessa psicose, a pessoa se vê sempre gorda, ou com um peso muito maior que ela/e tem no momento. E apartir daí, resolve parar de comer. Literamente. Muito mais comum entre adolescentes, e jovens do mundo artístico. A necessidade de ter um corpo com parâmetros ditos, perfeitos (e afinal, como definir perfeição?) cria essa falsa ilusão, e eles começam a perseguir objetivos surreais, mas ao mesmo tempo não conseguem perceber que este hábito está mesmo é matando aos poucos. Nos meses atrás, tivemos notícias de meninas, mortas por subnutrição profunda causadas pela anorexia. E apartir daí, a indústria da moda tomou uma posição (será!?) com modelos consideradas anorexicas. Eles aconselharam aos grandes atêlies e agências de modelos a não aceitar mais modelos com um IMC (índice de massa corporal) abaixo de 18, incluindo as Top Models.

Na compulsão, os adultos, jovens e crianças podem adquirir e desenvolver várias doenças crônicas, como dislipidemias, alteração ósseas, musculares e cardíacas. E na desesperada tentativa de emagrecer, muitos deles lançam mão de dietas malucas, remédios para emagrecer, e toda a sorte de métodos. E muitas vezes, isso só piora os sintomas emocionais, e vira uma roda sem fim.
Apesar dos meios de comunicação estarem o tempo todo mostrando os malefícios destes hábitos, na internet encontramos vários blogs e sites pró bulimia e anorexia. Adolescentes e jovens, mostram que para eles, é apenas um estilo de vida. Eles não conseguem enxergar que este "estilo de vida" é na verdade um "meio de morte".
E aí pergunto...que valores estamos passando para nossas crianças....ser magro é ser feliz? Mas, a que preço? E vale todo o preço? Será a culpa da indústria da moda, ou de nossos próprios medos e receios em ser aceitos ou não?
Esta semana eu recebi um vídeo de um amiga, que não sei autoria mas relata exatamente tudo o que vive, sofre e acontece com uma pessoa com distubio alimentar. Não deixem de ver abaixo.

Para reclamar comigo, me chamar de gorda e preconceituosa, que fome é apenas psicológico ou pra contar que vive um dilema desses, INTERAJA!!


Mil beijos e até.
Draliz.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Você é o que consome ?


Todos nós já ouvimos a frase: você é o que come. E ela se refere aos hábitos alimentares, e que ganhos e perdas estes hábitos podem trazer para o seu envelhecimento. Na nossa era fast food, cada vez mais são evidenciados os riscos e doenças que uma alimentação carregada de gorduras, sódio, açúcar, carboidratos e outras substâncias químicas (corantes, aromatizantes, espessantes, ...) podem trazer de prejuízos a nossa saúde. Envelhecer com qualidade de vida, agora é o objetivo da moda. Ser um vovô gatão ou vovó gatinha, esbanjando saúde, força e vitalidade e competindo com os mais jovens é o que todos desejamos.
E na contramão, todos os meios de comunicação começaram a pregar uma alimentação mais saudável, dando prioridade a alimentos orgânicos (que só dá pra quem tem dinheiro, visto que o preço de um vegetal orgânico às vezes é 3 a 5 x maior que os comuns), ou pelo menos frescos e naturais. Algumas escolas, já ensinam a próxima geração a se cuidar melhor, com programas de incentivo a hortas caseiras e proibindo a venda de produtos com altos teores de sódio, açúcar e gordura trans nas cantinas. Isto já é um eficiente passo na educação de nossas crianças.

Mas, ninguém nunca pensou na frase: você é o que consome. E o que consome? No caso que falo é de medicamentos. Você realmente sabe porque ingere eles?

Eles estão presentes em nossas vidas, mesmo antes de sairmos do útero (o monte de vitaminas e minerais que nossas mães tomam para garantir um desenvolvimento saudável), e compartilhamos toda a nossa história de vida com eles. Alguns mais, outros menos, mas eles estão quase sempre presentes.

E, será que realmente conhecemos os cuidados e os efeitos potenciais deles? Ou tratamos os medicamentos como um “convidado indesejado”. Você tem de “engolir”, estar com ele, mas não deseja a sua presença. Ou como um “apoio” sentimental (visto o aumento do número de hipocondríacos). Mas, será que todos os medicamentos são tão ruins como parecem? Ou alguns são tão inofensivos como são tratados?

Existem uma classificação de medicamentos chamados “OTC” ou venda livre, que a maioria das pessoas acha inofensivos. Como eles são vendidos muitas vezes fora do balcão da farmácia e não necessitam de receita para serem comprados, é o maior alvo do abuso dos consumidores. Eles são sempre vendidos em doses para 24 h no máximo, mas o mais comum são as pessoas comprando cartelas e cartelas pra fazer à temível “farmacinha caseira”. E deles abusando, sempre que sentem alguma dor ou desconforto, sem consultar um médico ou farmacêutico. O maior problema do uso abusivo destes medicamentos, é que fora mascarar sintomas de algumas doenças mais graves (ex: no infarto de parede posterior, você sente uma forte dor nas costas. Vários pacientes que enfartaram assim relatam que pensaram ser uma lombalgia qualquer, e antes de procurar atendimento médico consumiram de analgésicos a antiinflamatórios mais fortes, tentando minimizar a dor) alguns desses medicamentos em doses maiores, servem para tratar outros problemas e doenças, e aí você pode começar a botar em risco a sua própria saúde.

Alguns medicamentos, como um simples AAS de 100mgrs, usado para tratar febre e dores em crianças, pode ser um grande aliado a pacientes com distúrbios cardíacos e circulatórios. Em doses até 375 mgr para adultos ele tem um poder de “afinar” o sangue, permitindo o melhor fluxo do mesmo no organismo. Em doses maiores, de 500 mgrs o mesmo é analgésico. Então, um simples e usual medicamento que dependendo da dose, pode fazer vários efeitos diferentes. E é aí que mora o perigo. Se o paciente já toma algum outro anticoagulante ou faz uso de alimentos que contenham esta função também (os ricos em vit. K), pode ocorrer uma hemorragia pelo abuso do mesmo.

E ainda existe aquele ditado: “Se bem não faz, mal também não vai fazer”, outro crime. Ou, “É natural, não faz mal”, muito associado a chás, garrafadas e medicamentos fitoterápicos. Pior que os problemas das interações medicamentosas que podem ocorrer no consumo e até na fabricação destes materiais (principalmente nas garrafadas que curam tudo), temos o fator da confiabilidade. Será que as plantas descritas nas embalagens (quando têm) são elas mesmas? E a concentração, são aquelas? Quem estudou botânica sabe que existem partes específicas das plantas para confeccionarem determinados medicamentos. Mas, quem apenas vende não sabe, e muitas vezes quem apenas consome sabe menos ainda.

A educação para a saúde, que é uma prática pouco utilizada no cotidiano brasileiro, auxiliaria a criar um maior senso crítico em relação aos medicamentos e outros assuntos ligados a saúde. Já vi pessoas falando: Quem tem de se preocupar com a saúde são os médicos !!! (Santa ignorância!!!). Nos dias atuais, com o livre acesso a internet (que educa e deseduca, criando confusão na cabeça de algumas pessoas) e um grande número de pessoas que tem acesso a ela (ainda faltam muitas, eu sei), ninguém pode falar que o estudo e os conhecimentos de saúde são algo para poucos. Se você procurar, todo dia tem informação e “desinformação” nova rolando na rede. O problema depois é saber se o site e texto são fidedignos ou é mais uma loucura da net.

Então, conhecer, perguntar, questionar os medicamentos que consumimos faz parte dos cuidados com a nossa saúde. Pensar 2 ou 10 vezes antes de ir atrás da farmácia caseira ao sentir um desconforto ou uma dor recorrente, pode salvar a sua vida e de sua família.

Gostou, amou ou odiou o texto? Então,elogie, critique ou me ameace, deixando aqui o seu comentário!!!!!.