sábado, 18 de abril de 2009

Estilo de vida ou meio de morte?


Esta semana, o programa profissão repórter mostrou um dos problemas de fundo emocional e social que a cada dia faz mais vítimas. Muitas aparecem na tv, pela agressividade dos casos, porém o número é muito maior, e ataca tanto homens e mulheres jovens casos é de mulheres, (mas, a maioria dos a pressão da sociedade é maior sobre elas).
Estamos falando dos transtornos alimentares. No programa, foram abordados apenas 2: a Bulimia, a anorexia e a mostrado uma garota nas últimas 48 hrs antes da cirurgia bariátrica (que é uma agressão, eu morreria gorda mas não faria !!!). As duas, são doenças psiquiátricas (que a maioria dos pais, amigos e pacientes não reconhecem no primeiro momento) e que dependem de muita força de vontade do próprio e apoio dos familiares para que este círculo vicioso seja quebrado.
Para quem não conhece os transtornos são:

* Compulsão alimentar: um desejo incontrolável de comida. Normalmente em adultos, tem fundo emocional e eles acabam compensando alguma carência no prato. O stress da vida cotidiana, a falta de sono, exercício e momentos de lazer, também podem levar um indivíduo a comer em demasia (eu trabalho de noite, e todo mundo que trabalha assim concorda....às vezes dá uma fome na madrugada...!!!!) . Em crianças, pode ter fundo emocional e também pode ser um hábito criado pelos próprios pais (é muito comum ver pais gordos com filhos igualmente). Mães e pais superprotetores e inseguros, podem ver na comida uma alternativa para que seus filhos não fiquem doentes e como aprovação dos seus pais (muitas vezes os mesmos são pressionados por familiares mais velhos, que reclamam que as crianças estão magrinhas, e mal cuidadas). E apartir daí literalmente entopem seus filhos cada vez mais de comida. E as crianças crescem com essa visão distorcida do que é alimentação. Não é a tôa que a cada dia cresce mais o número de crianças com dislipidemias no Brasil e no mundo.

* Bulimia: é caracterizado pelo hábito da pessoa ingerir uma quantidade qualquer de alimento, e após isso é acometida de um sentimento de culpa gigantesco, e da necessidade urgente de se livrar desse "peso". E apartir daí, abusam de laxantes (no programa, eu ví uma menina tomando seis, SEIS!!!!! O comprimido que ela tomou, é um dos mais conhecidos e mais forte do mercado(e é um OTC). Eu, so tomar um deles, sai até o cérebro junto, rs ) ou vômitam quase que automaticamente, em uma tentativa desesperada de controlar a culpa de "engordar". Costuma também ser um passo para a anorexia.

* Anorexia: é o fim do poço. Nessa psicose, a pessoa se vê sempre gorda, ou com um peso muito maior que ela/e tem no momento. E apartir daí, resolve parar de comer. Literamente. Muito mais comum entre adolescentes, e jovens do mundo artístico. A necessidade de ter um corpo com parâmetros ditos, perfeitos (e afinal, como definir perfeição?) cria essa falsa ilusão, e eles começam a perseguir objetivos surreais, mas ao mesmo tempo não conseguem perceber que este hábito está mesmo é matando aos poucos. Nos meses atrás, tivemos notícias de meninas, mortas por subnutrição profunda causadas pela anorexia. E apartir daí, a indústria da moda tomou uma posição (será!?) com modelos consideradas anorexicas. Eles aconselharam aos grandes atêlies e agências de modelos a não aceitar mais modelos com um IMC (índice de massa corporal) abaixo de 18, incluindo as Top Models.

Na compulsão, os adultos, jovens e crianças podem adquirir e desenvolver várias doenças crônicas, como dislipidemias, alteração ósseas, musculares e cardíacas. E na desesperada tentativa de emagrecer, muitos deles lançam mão de dietas malucas, remédios para emagrecer, e toda a sorte de métodos. E muitas vezes, isso só piora os sintomas emocionais, e vira uma roda sem fim.
Apesar dos meios de comunicação estarem o tempo todo mostrando os malefícios destes hábitos, na internet encontramos vários blogs e sites pró bulimia e anorexia. Adolescentes e jovens, mostram que para eles, é apenas um estilo de vida. Eles não conseguem enxergar que este "estilo de vida" é na verdade um "meio de morte".
E aí pergunto...que valores estamos passando para nossas crianças....ser magro é ser feliz? Mas, a que preço? E vale todo o preço? Será a culpa da indústria da moda, ou de nossos próprios medos e receios em ser aceitos ou não?
Esta semana eu recebi um vídeo de um amiga, que não sei autoria mas relata exatamente tudo o que vive, sofre e acontece com uma pessoa com distubio alimentar. Não deixem de ver abaixo.

Para reclamar comigo, me chamar de gorda e preconceituosa, que fome é apenas psicológico ou pra contar que vive um dilema desses, INTERAJA!!


Mil beijos e até.
Draliz.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Você é o que consome ?


Todos nós já ouvimos a frase: você é o que come. E ela se refere aos hábitos alimentares, e que ganhos e perdas estes hábitos podem trazer para o seu envelhecimento. Na nossa era fast food, cada vez mais são evidenciados os riscos e doenças que uma alimentação carregada de gorduras, sódio, açúcar, carboidratos e outras substâncias químicas (corantes, aromatizantes, espessantes, ...) podem trazer de prejuízos a nossa saúde. Envelhecer com qualidade de vida, agora é o objetivo da moda. Ser um vovô gatão ou vovó gatinha, esbanjando saúde, força e vitalidade e competindo com os mais jovens é o que todos desejamos.
E na contramão, todos os meios de comunicação começaram a pregar uma alimentação mais saudável, dando prioridade a alimentos orgânicos (que só dá pra quem tem dinheiro, visto que o preço de um vegetal orgânico às vezes é 3 a 5 x maior que os comuns), ou pelo menos frescos e naturais. Algumas escolas, já ensinam a próxima geração a se cuidar melhor, com programas de incentivo a hortas caseiras e proibindo a venda de produtos com altos teores de sódio, açúcar e gordura trans nas cantinas. Isto já é um eficiente passo na educação de nossas crianças.

Mas, ninguém nunca pensou na frase: você é o que consome. E o que consome? No caso que falo é de medicamentos. Você realmente sabe porque ingere eles?

Eles estão presentes em nossas vidas, mesmo antes de sairmos do útero (o monte de vitaminas e minerais que nossas mães tomam para garantir um desenvolvimento saudável), e compartilhamos toda a nossa história de vida com eles. Alguns mais, outros menos, mas eles estão quase sempre presentes.

E, será que realmente conhecemos os cuidados e os efeitos potenciais deles? Ou tratamos os medicamentos como um “convidado indesejado”. Você tem de “engolir”, estar com ele, mas não deseja a sua presença. Ou como um “apoio” sentimental (visto o aumento do número de hipocondríacos). Mas, será que todos os medicamentos são tão ruins como parecem? Ou alguns são tão inofensivos como são tratados?

Existem uma classificação de medicamentos chamados “OTC” ou venda livre, que a maioria das pessoas acha inofensivos. Como eles são vendidos muitas vezes fora do balcão da farmácia e não necessitam de receita para serem comprados, é o maior alvo do abuso dos consumidores. Eles são sempre vendidos em doses para 24 h no máximo, mas o mais comum são as pessoas comprando cartelas e cartelas pra fazer à temível “farmacinha caseira”. E deles abusando, sempre que sentem alguma dor ou desconforto, sem consultar um médico ou farmacêutico. O maior problema do uso abusivo destes medicamentos, é que fora mascarar sintomas de algumas doenças mais graves (ex: no infarto de parede posterior, você sente uma forte dor nas costas. Vários pacientes que enfartaram assim relatam que pensaram ser uma lombalgia qualquer, e antes de procurar atendimento médico consumiram de analgésicos a antiinflamatórios mais fortes, tentando minimizar a dor) alguns desses medicamentos em doses maiores, servem para tratar outros problemas e doenças, e aí você pode começar a botar em risco a sua própria saúde.

Alguns medicamentos, como um simples AAS de 100mgrs, usado para tratar febre e dores em crianças, pode ser um grande aliado a pacientes com distúrbios cardíacos e circulatórios. Em doses até 375 mgr para adultos ele tem um poder de “afinar” o sangue, permitindo o melhor fluxo do mesmo no organismo. Em doses maiores, de 500 mgrs o mesmo é analgésico. Então, um simples e usual medicamento que dependendo da dose, pode fazer vários efeitos diferentes. E é aí que mora o perigo. Se o paciente já toma algum outro anticoagulante ou faz uso de alimentos que contenham esta função também (os ricos em vit. K), pode ocorrer uma hemorragia pelo abuso do mesmo.

E ainda existe aquele ditado: “Se bem não faz, mal também não vai fazer”, outro crime. Ou, “É natural, não faz mal”, muito associado a chás, garrafadas e medicamentos fitoterápicos. Pior que os problemas das interações medicamentosas que podem ocorrer no consumo e até na fabricação destes materiais (principalmente nas garrafadas que curam tudo), temos o fator da confiabilidade. Será que as plantas descritas nas embalagens (quando têm) são elas mesmas? E a concentração, são aquelas? Quem estudou botânica sabe que existem partes específicas das plantas para confeccionarem determinados medicamentos. Mas, quem apenas vende não sabe, e muitas vezes quem apenas consome sabe menos ainda.

A educação para a saúde, que é uma prática pouco utilizada no cotidiano brasileiro, auxiliaria a criar um maior senso crítico em relação aos medicamentos e outros assuntos ligados a saúde. Já vi pessoas falando: Quem tem de se preocupar com a saúde são os médicos !!! (Santa ignorância!!!). Nos dias atuais, com o livre acesso a internet (que educa e deseduca, criando confusão na cabeça de algumas pessoas) e um grande número de pessoas que tem acesso a ela (ainda faltam muitas, eu sei), ninguém pode falar que o estudo e os conhecimentos de saúde são algo para poucos. Se você procurar, todo dia tem informação e “desinformação” nova rolando na rede. O problema depois é saber se o site e texto são fidedignos ou é mais uma loucura da net.

Então, conhecer, perguntar, questionar os medicamentos que consumimos faz parte dos cuidados com a nossa saúde. Pensar 2 ou 10 vezes antes de ir atrás da farmácia caseira ao sentir um desconforto ou uma dor recorrente, pode salvar a sua vida e de sua família.

Gostou, amou ou odiou o texto? Então,elogie, critique ou me ameace, deixando aqui o seu comentário!!!!!.